O óbvio é um problema - isso é obvio -, as novidades, inovações, surpresas, enfim sucesso, ascendem pela captação desse elemento "divino" que tão distante vive mas que está bem diante de nosso nariz e dentro da nossa "cabecinha".
Vivo desde algum tempo nessa expectativa inútil, contudo, revigorante e sinérgica de um dia um pássaro advindo da luz inacessível falar-me os segredos que são meus e estão em mim ou diante de mim.
Meu professor de Gêneros Literários - prefiro não comentar seu nome - dizia que tudo é "abstração".
Abstração, numa das definições do dicionário Houaiss é: absorver e distrair-se.
Então, temos, além da definição, um problema: nossa incapacidade de absorver e distrair-se, simultaneamente.
Conhece alguém que interioriza - absorve - e se distrai - exterioriza? Sim ou não?
Eu, sim.
Seus nomes formam um verdadeiro Panteão em minha mente, desde antigos até amigos e conhecidos.
E todos eles agem como que dualmente, como se de fato houvessem duas linhas trabalhando juntas, simultaneamente.
Entretanto, o incrível não é essa dualidade, mas sim, o tempo de resposta.
Eles têm vários núcleos. Na verdade são somente dois mas com multiprocessamentos acima do normal.
Geralmente precisamos de tempo para "processar" uma ou mais informações para então decidirmos e agirmos.
Desperdiçamos deste modo um tempo que faz uma tremenda diferença para o sucesso.
Esses seres "dualistas" enxergam o óbvio e assim levantam os braços, as mãos e o dedo em resposta a um problema. Fazem isso desde quando estudavam na escolinha da "Tia Maricotinha".
Eles têm a uma solução óbvia para a questão do "Ser ou Não", a solução é "Tornar-se".
Abstração em referência àqueles nos quais eu admiro.
Tela Branca
15/05/11
13/05/11
Revira
Sem restrição e pudor, o azedo tem sabor
se a regra é presente então o sentimento se ausenta
deve existir a crítica mas nunca a padrão
dimensionar o amor sem objetivá-lo
suspeitar da dor sem evitá-la
beijar com os olhos fechados
dançar mesmo fora ritmo
combinar flor com furor
irradiar o toque como o beija-flor
ver no que dá sem pestanejar
os limites são inferno
os livres são poemas
os mansos são brancos
os versos são bravos
olha e toca
sugere e chora
deita e dorme
reinventa e inova
restringe e esgota
se a regra é presente então o sentimento se ausenta
deve existir a crítica mas nunca a padrão
dimensionar o amor sem objetivá-lo
suspeitar da dor sem evitá-la
beijar com os olhos fechados
dançar mesmo fora ritmo
combinar flor com furor
irradiar o toque como o beija-flor
ver no que dá sem pestanejar
os limites são inferno
os livres são poemas
os mansos são brancos
os versos são bravos
olha e toca
sugere e chora
deita e dorme
reinventa e inova
restringe e esgota
10/05/11
Já disse te disse que a indesejada das gentes é inesperada e incomodada?
Entre lá e cá, velejando à procura ela vive
Na verdade é solitária, triste, cansada até posso dizer
Já saiu para a lida há muito tempo e ainda não teve sequer um "break fest"
Indômita, não admite certos modismos
Séculos e séculos de lida
Na lista que tem há muitos nomes
E os que chegam fazem fila indiana
Essa trabalhadora voraz não tem partido
Pois não há quem a tenha estimado
Todos se escusam ao seu convite
Mas, eu, observando, percebi que lentamente vai me levando
Passivamente traga minhas unhas e meu fios
Meus amigos, meus tio, meu brinquedos e meus domésticos
Essa atrevida já tentou até levar a mim antes do tempo
Ora, pois é esse mesmo meu aliado e inimigo inevitável
O tempo
Inevitavelmente, o tempo
Entre lá e cá, velejando à procura ela vive
Na verdade é solitária, triste, cansada até posso dizer
Já saiu para a lida há muito tempo e ainda não teve sequer um "break fest"
Indômita, não admite certos modismos
Séculos e séculos de lida
Na lista que tem há muitos nomes
E os que chegam fazem fila indiana
Essa trabalhadora voraz não tem partido
Pois não há quem a tenha estimado
Todos se escusam ao seu convite
Mas, eu, observando, percebi que lentamente vai me levando
Passivamente traga minhas unhas e meu fios
Meus amigos, meus tio, meu brinquedos e meus domésticos
Essa atrevida já tentou até levar a mim antes do tempo
Ora, pois é esse mesmo meu aliado e inimigo inevitável
O tempo
Inevitavelmente, o tempo
22/04/11
Olhar
Um olhar suspeito
Embasado na dúvida e medo
Nunca chegará a tatear o impossível, o improvável e o concreto
Ele está recluso e cego no mundinho mais-que-perfeito
Insatisfeito e ignorante vagueia a mercê da uma escolha não feita
E sofre, e chora e lamenta
Engessado pelos paradigmas
Morrerá à beira do precipício ou mar
Pois seu pecado é não se lançar
Um olhar contemplativo
Enredado pelo horizonte
É levado ao mundo novo sem mesmo estar lá
Ele está fora do circulo dos medíocres e preguiçosos
Ignorantes e mesquinhos
Para ele é possível
Basta uma dose doce de adrenalina e uma oportunidade
E estes pés ávidos se lançam sem hesitar
E, geralmente, derrubam os olhinhos curiosos à espreita
Um olhar
De lá
De cá
Quando sinestésico
Reinventa um olhar
18/04/11
Percepcionismo
Perceber a realidade ou nela existir?A realide é composta de objetividade, exatidão, registro pelo valor integral.
Nada parece, tudo é.
O subjetivo é engolido pelo monstro do concreto.
O desvio inocente ou pretencioso é ignorado e convertido.
Todavia do que consiste, portanto, a subjetividade?
Perceba que a objetividade é como o copa das árvores, inertes, iguais, bem dispostas, e acima de nós.
Balance a estrutura desta e olhe para cima, ela se agita e pode vir a quebrar-se.
Dualidade é fato, conviver com isso é a questão.
Quebre-se ou concretize-se, mas perceba-se
16/04/11
Tudo mudou!
Quando foi?
Diz para mim!
Eu não me lembro...
Só sei que você inebriou meu ser
Entorpeceu minha vontade
Dominou meu desejo
Enganou meu inconsciente
Arrebatou-me o poder
Clareou-me o viver
Alinhou-me à bondade
e renasci em saber
eu perdi o temor
que era um tumor
infligido há muito
antes mesmo de eu nascer
era oprimido
estava caído
no chão reprimido
lânguido e andarilho
mas eu percebi o brilho
gradativo e destemido
que dissipava e recriava
um ser à sua semelhança
convalescido, argumentativo e inovativo
tal transformação pela informação
erigiu-me ainda criança
quando não lembro
não me atenho a saber
como eu sei
foi aquela de inigualável modéstia
quem me ensinou
a ler e a escrever
Diz para mim!
Eu não me lembro...
Só sei que você inebriou meu ser
Entorpeceu minha vontade
Dominou meu desejo
Enganou meu inconsciente
Arrebatou-me o poder
Clareou-me o viver
Alinhou-me à bondade
e renasci em saber
eu perdi o temor
que era um tumor
infligido há muito
antes mesmo de eu nascer
era oprimido
estava caído
no chão reprimido
lânguido e andarilho
mas eu percebi o brilho
gradativo e destemido
que dissipava e recriava
um ser à sua semelhança
convalescido, argumentativo e inovativo
tal transformação pela informação
erigiu-me ainda criança
quando não lembro
não me atenho a saber
como eu sei
foi aquela de inigualável modéstia
quem me ensinou
a ler e a escrever
Forma e Forma - Nova Regra
A informação me forma
numa forma forma-me
informalmente ou formalmente informa
Há informação, forma, forma
Segundo a nova regra
A forma dá forma a informação formal e informal
Assim formalizei minha falta de concórdia final
numa forma forma-me
informalmente ou formalmente informa
Há informação, forma, forma
Segundo a nova regra
A forma dá forma a informação formal e informal
Assim formalizei minha falta de concórdia final
14/03/11
O que será?
Estou preparado?
Acho que não!
Sempre tenho a sensação de que tudo vai dar certo mesmo quando der tudo errado.
Tolo que sou.
Mas como gostaria de estar preparado.
Sem dúvidas para me cerrarem ou mesmo o medo de estragar tudo.
Mas quem pode e quem deve saber se está preparado ou não?
Toda segurança que temos é uma insegurança.
E não adianta fugir dos pensamentos ou mesmo ignorá-los, eles estão aqui.
Em cada dígito desesperado e sufocado.
Tudo pela busca de uma estabilidade nesse plano instável.
Sem levar em consideração de que tudo é variável, especialmente a vida.
Mas não é sempre assim, algumas vezes piora e melhora.
Hoje, por sorte, está na mesma: nebuloso.
Acho que não!
Sempre tenho a sensação de que tudo vai dar certo mesmo quando der tudo errado.
Tolo que sou.
Mas como gostaria de estar preparado.
Sem dúvidas para me cerrarem ou mesmo o medo de estragar tudo.
Mas quem pode e quem deve saber se está preparado ou não?
Toda segurança que temos é uma insegurança.
E não adianta fugir dos pensamentos ou mesmo ignorá-los, eles estão aqui.
Em cada dígito desesperado e sufocado.
Tudo pela busca de uma estabilidade nesse plano instável.
Sem levar em consideração de que tudo é variável, especialmente a vida.
Mas não é sempre assim, algumas vezes piora e melhora.
Hoje, por sorte, está na mesma: nebuloso.
09/03/11
São só sonhos!
Sonhos que não voltam mais
Sonhos que gostaria de ter
Sonhos que valeriam ser
Sonhos com você
Sonhos ainda na luz
Sonhos depois da luz
Sonhos suaves e sensuais
Sonhos inocentes e casuais
Sonhos que não sonhava mais
Sonhos que quero mais
Sonhos imaturos e imateriais
Sonhos em que você não existe mais
Sonhos reais e impossíveis
Sonhos surreais e tangíveis
Sonhos ultrarromanticos
Sonhos que me fazem viver
Sonhos com você
Sonho você
Sonhos que gostaria de ter
Sonhos que valeriam ser
Sonhos com você
Sonhos ainda na luz
Sonhos depois da luz
Sonhos suaves e sensuais
Sonhos inocentes e casuais
Sonhos que não sonhava mais
Sonhos que quero mais
Sonhos imaturos e imateriais
Sonhos em que você não existe mais
Sonhos reais e impossíveis
Sonhos surreais e tangíveis
Sonhos ultrarromanticos
Sonhos que me fazem viver
Sonhos com você
Sonho você
04/02/11
Advogado do recalcitrante
“Papai, fiquei ‘chichigo’ escola!”
Se não fosse o meu “vasto entendimento” dos mistérios etimológicos da linguagem do meu filho, acharia que simplesmente queria fazer “pipi”
Não, não é isso.
Enquanto dizia isso, reclinava sua linda e perfeita cabecinha eu meu ombro, cansado e assolado, pedindo proteção, alento e tudo o que “o papai” é capaz de fazer por seu filho amado.
Era um desabafo sincero e uma súplica por justiça.
Papai chorou.
Assim como Cristo.
Minha dúctil paz foi rompida.
Medidas extremas precisavam ser tomadas, pois a situação era extrema.
Juntei toda convicção filosófica, ideológica, pedagógica, teológica, e todas as “ógicas” possíveis fim de pleitear a causa daquele pequeno e indefeso ser: meu filho.
Foi quando, adentrando a escolinha, passamos por um ser igualmente perene como meu filho que exclamou:
- Mamãe! Mamãe! Mamãe!
- Que foi Daniel?
- Foi ele, mamãe! Foi ele, mamãe! – esbravejou – foi ele quem ontem me arrebentou!
“Há mais mistérios entre o céu a terra do que pode imaginar nossa vã filosofia”
WILLIAM SHAKESPEARE
04/01/11
Caixinha de surpresa
Ah, como eu queria que existissem fórmulas mágicas!
Bastava seguir os passos e pronto.
Se alguma coisa dessa errada, era só rever os passos.
Como um manual de montagem.
Mas, não!
Não há fórmulas, nem mágicas, nem manuais, nem passos e nem mesmo regras.
Todas as coisas estão ligadas e soltas; juntas e dispersas; abertas e fechadas; cheia de dicas sem respostas.
Foram lançadas sobre nós e estão aí à espera.
Aguardam com grande expectação a nossa manifestação.
E somente os destemidos têm chances.
Vencer tudo é antes de tudo vencer a si mesmo.
Quem sabe um dia talvez, eu me perca e me vença, e assim aprenda.
31/12/10
Feliz 2011!
Aproveite a virada de ano para se descobrir de verdade. De preferência vire gente!
Tenha mais escrúpulo, seja simples e brinque mais.
Dê menos sangue aos problemas e aprenda a descansar... melhor que seja em Deus!
Estude mais e exercite apreender.
Mas se nada disso der certo, não tem problema, não! Você tem mais 365 dias para fazer as mesmas burradas e se dar as mesmas desculpas.
Um número mudará e com ele a sua vida. Novos desafios, amizades, aprendizado e surpresas. Tudo vai mudar! - Essa é a esperança dos tolos -
Tolos como eu e quem sabe você!
Feliz 2011 - a toda "gentinha" que conheço, vocês são tudo !
30/12/10
Por que a vida persiste?
Por que a vida insiste em viver?
Por que tudo se repete dia-a-dia?
Um raminho nasceu no entulho
Um verde claro venceu o cinza, marrom e preto
O pó petrifica
Persiste a vida
Cada gota cai
Cada sopro dispersa
Cada folha seca vai
Mas o bicho fica
Por que não desiste?
Não há espaço suficiente
Para a vida e gente
Nesse plano quiescente
Vocês vencem pelo cansaço
Um arroio e a vida suscita
Enraizam suas teses
Sobrevive a vida.
Cansado eu luto
Desisto! Desista!
Não pode? Não negue!
Veni, vidi, vitae!
Nua e Crua
Donde a paz disfarça
Toda essa graça
Que desgraça não tem raça
Onde cor é que abarca
Eu que sempre via a luz
Nascendo quadrada e inata
Hoje a sombra me conduz
Delineando a verdade fraca
Arrepender não dá
Chorar não vai mudar
Abraçar não convence
Só o ferro move pá
Tanto hostil quanto febril
Como pobre e vil
Essa terra só viu
Hoje cobra o preço do viril
Se tens filipetas
Tens tudo para sí
Só cuidado com a traça
Ela tanto cobra como mata
Toda essa graça
Que desgraça não tem raça
Onde cor é que abarca
Eu que sempre via a luz
Nascendo quadrada e inata
Hoje a sombra me conduz
Delineando a verdade fraca
Arrepender não dá
Chorar não vai mudar
Abraçar não convence
Só o ferro move pá
Tanto hostil quanto febril
Como pobre e vil
Essa terra só viu
Hoje cobra o preço do viril
Se tens filipetas
Tens tudo para sí
Só cuidado com a traça
Ela tanto cobra como mata
29/12/10
Surrealismo real.
A Persistência da Memória.
Não quero aqui fazer uma análise da pintura, do quadro etc. Dispenso, nesse momento, a crítica. O objetivo é outro. Tendo em vista que a mensagem artística já fora realizada pelo próprio Dali. Portanto, quero expor a "minha opinião" - ainda que não seja relevante.
Você pode ver muitas coisas nessa pintura: símbolos sexuais; deslocamento do tempo; um homem nú etc. A pintura passa um mensagem para quem a vê e divide opiniões.
Mas eu quero apontar para a quebra de formalidades na própria pintura. O quadro está classificado como "Surreal", isto é, está acima do real, ordinário - extraordinário. É nesse ponto de vista que gostaria de focar.
Trabalhar no surreal.
Olhe bem para as coisas ao seu redor e observe... Dê um foco... Agora, me diga: o que você é real? Ou melhor o que você sente, é real? Ou pior, o que você entende, é certo? Ou melhor, o que você conhece, é verdade?
Nossa razão pode simplesmente construir uma imagem como esta acima, de uma realidade irreal. Acha duvidoso?
Olhe para você no espelho. Pergunte para sí mesmo: Quem é você! Engraçado, não é mesmo? Ele só responde o que você responde! Por que seu outro "eu" não tem opinião? Ou será que a pergunta foi feita pelo outro "eu" do espelho e você deu a resposta a ele?
Pense, agora, na dor. Ela existe no corpo físico, certo? Belisque a você mesmo, o que acontece? A dor, certo?
Agora responda: já perdeste algo ou alguém que amou de verdade e muito profundamente? Onde dói mais? Na sua alma certo?
Ora, a alma não é algo racional, ou seja, que a percepção venha da razão. Contudo, ela é latente certo?
Logo, tudo isso é muito subjetivo. É muito surreal.
Puxa vida, meu ônibus chegou. Preciso ir Arthur! Até mais, amigo! Amanhã vou lhe contar mais sobre o surrealismo e sobre o trabalho surreal. Pois nem mesmo a realidade pode ser definida.
Dito isto, recolheu a gravura do quadro, enrolou-a e levou acenando um cordial "tchau" para Arthur.
Arthur permanecera calado, espantado, admirado, boquiaberto, pensativo, viajando no surrealismo. Seu amigo tentara explicar o motivo de carregar uma mala cheia de gravuras e pinturas.
Arthur entendeu e quiesceu. Mas dentro sí estava irrequieto.
Permaneceu assim até um pernilongo gigante sugava-lo lhe sangue e a inevitável lhe trouxe de volta da ebulição de pensamentos.
- Pum, Pum! - Buzinou sua mãe.
- Venha, filho! - ordenou.
- Ah, sim!
- Bah!
Não quero aqui fazer uma análise da pintura, do quadro etc. Dispenso, nesse momento, a crítica. O objetivo é outro. Tendo em vista que a mensagem artística já fora realizada pelo próprio Dali. Portanto, quero expor a "minha opinião" - ainda que não seja relevante.
Você pode ver muitas coisas nessa pintura: símbolos sexuais; deslocamento do tempo; um homem nú etc. A pintura passa um mensagem para quem a vê e divide opiniões.
Mas eu quero apontar para a quebra de formalidades na própria pintura. O quadro está classificado como "Surreal", isto é, está acima do real, ordinário - extraordinário. É nesse ponto de vista que gostaria de focar.
Trabalhar no surreal.
Olhe bem para as coisas ao seu redor e observe... Dê um foco... Agora, me diga: o que você é real? Ou melhor o que você sente, é real? Ou pior, o que você entende, é certo? Ou melhor, o que você conhece, é verdade?
Nossa razão pode simplesmente construir uma imagem como esta acima, de uma realidade irreal. Acha duvidoso?
Olhe para você no espelho. Pergunte para sí mesmo: Quem é você! Engraçado, não é mesmo? Ele só responde o que você responde! Por que seu outro "eu" não tem opinião? Ou será que a pergunta foi feita pelo outro "eu" do espelho e você deu a resposta a ele?
Pense, agora, na dor. Ela existe no corpo físico, certo? Belisque a você mesmo, o que acontece? A dor, certo?
Agora responda: já perdeste algo ou alguém que amou de verdade e muito profundamente? Onde dói mais? Na sua alma certo?
Ora, a alma não é algo racional, ou seja, que a percepção venha da razão. Contudo, ela é latente certo?
Logo, tudo isso é muito subjetivo. É muito surreal.
Puxa vida, meu ônibus chegou. Preciso ir Arthur! Até mais, amigo! Amanhã vou lhe contar mais sobre o surrealismo e sobre o trabalho surreal. Pois nem mesmo a realidade pode ser definida.
Dito isto, recolheu a gravura do quadro, enrolou-a e levou acenando um cordial "tchau" para Arthur.
Arthur permanecera calado, espantado, admirado, boquiaberto, pensativo, viajando no surrealismo. Seu amigo tentara explicar o motivo de carregar uma mala cheia de gravuras e pinturas.
Arthur entendeu e quiesceu. Mas dentro sí estava irrequieto.
Permaneceu assim até um pernilongo gigante sugava-lo lhe sangue e a inevitável lhe trouxe de volta da ebulição de pensamentos.
- Pum, Pum! - Buzinou sua mãe.
- Venha, filho! - ordenou.
- Ah, sim!
- Bah!
28/12/10
27/12/10
Renasci em Sete dias
Arthur escreve para seu amigo, leitor invisível.
Comecei há uma semana a leitura de um livro sem muita expectativa, indicado por uma pessoa a quem muito estimo e respeito - uma pessoa reconhecida. Foi sem duvida, a segunda e mais importante leitura que fiz. Essa leitura me levou a refletir, indagar e a conhecer melhor a mim mesmo. Não foi livro de auto-ajuda, não, mas me ajudou a refinar coisas latentes da minha alma. Um livro que me remeteu ao passado, tanto meu quanto da humanidade. Foi esplêndido, uma leitura dinâmica e profunda, viva e atual. Mesmo tendo sido lançado em 1990.
Vou tentar gradativamente expor as coisas que aconteceram no decorrer da leitura, para você.
Mas antes preciso organizar meu pensamento que está ebulindo e fervilhando. Preciso me organizar. Estou perplexo, admirado e contente - feliz.
Quero agradecer aos meus "um" ou talvez "dois" leitores - um sou eu e o outro é você -, desejo-lhe que nesse fim de ano, você aprecie mais os momentos que passam perto de pessoas que você ama ou despreza. Não importa, apenas aprecie, pois o que você sente é o que "você" e não outro sente. Digo isto como se tentasse dizer para você viver o "momento" junto das pessoas. O Natal qualquer um sabe que não é o nascimento de Cristo, mas sim, o nascimento do alto consumismo. E a virada de Ano apenas um número que se acrescenta. Mas isso não é nada negativo, antes, é uma oportunidade que o homem criou para estar mais junto, num mundo sofisticado, egoísta e individualista. O homem tem essa necessidade. Por isso, volta a dizer para que aproveite para estar junto de alguém, ou mesmo de alguma coisa.
Resumindo, não esteja só!
E, se por acaso isso acontecer, escreva!
É isso o que tenho feito e acredito que farei.
O leitor invisível responde:
Arthur, que bom saber que o livro lhe fez bem, que provocou tudo o que você relatou.
Também estou contente - feliz.
Como em breve nos veremos, espero poder ajudar mais.
Até mais.
Comecei há uma semana a leitura de um livro sem muita expectativa, indicado por uma pessoa a quem muito estimo e respeito - uma pessoa reconhecida. Foi sem duvida, a segunda e mais importante leitura que fiz. Essa leitura me levou a refletir, indagar e a conhecer melhor a mim mesmo. Não foi livro de auto-ajuda, não, mas me ajudou a refinar coisas latentes da minha alma. Um livro que me remeteu ao passado, tanto meu quanto da humanidade. Foi esplêndido, uma leitura dinâmica e profunda, viva e atual. Mesmo tendo sido lançado em 1990.
Vou tentar gradativamente expor as coisas que aconteceram no decorrer da leitura, para você.
Mas antes preciso organizar meu pensamento que está ebulindo e fervilhando. Preciso me organizar. Estou perplexo, admirado e contente - feliz.
Quero agradecer aos meus "um" ou talvez "dois" leitores - um sou eu e o outro é você -, desejo-lhe que nesse fim de ano, você aprecie mais os momentos que passam perto de pessoas que você ama ou despreza. Não importa, apenas aprecie, pois o que você sente é o que "você" e não outro sente. Digo isto como se tentasse dizer para você viver o "momento" junto das pessoas. O Natal qualquer um sabe que não é o nascimento de Cristo, mas sim, o nascimento do alto consumismo. E a virada de Ano apenas um número que se acrescenta. Mas isso não é nada negativo, antes, é uma oportunidade que o homem criou para estar mais junto, num mundo sofisticado, egoísta e individualista. O homem tem essa necessidade. Por isso, volta a dizer para que aproveite para estar junto de alguém, ou mesmo de alguma coisa.
Resumindo, não esteja só!
E, se por acaso isso acontecer, escreva!
É isso o que tenho feito e acredito que farei.
O leitor invisível responde:
Arthur, que bom saber que o livro lhe fez bem, que provocou tudo o que você relatou.
Também estou contente - feliz.
Como em breve nos veremos, espero poder ajudar mais.
Até mais.
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